Vou à casa de banho.
Sim, vou contigo.
levantamo-nos e afastamo-nos. sentimo-nos observadas, despidas enquanto caminhamos juntas. ele sabe. ele imagina. o olhar dele não nos larga naquele curto trajecto.
entramos na casa de banho. dois corpos apertados nesse espaço exíguo cheio de luxúria. deslizo a mão através do pescoço dela, devagar. nessa pele macia, quente e sensivel. ela fecha os olhos num arrepio, cabeça inclinada para a direita, humede os lábios entreabertos. aproximo-me lentamente, nessa vertigem da antecipação. roço os meus lábios nos dela suavemente, num movimento contido de provocação, nessa necessidade de descoberta. a minha lingua percorre os lábios dela, beijamo-nos numa dança lenta, afundadas nesse calor, rendidas, numa intensidade crescente. encosto-a na parede, corpos apertados com vontade, a minha mão acaricia a coxa dela até se cravar numa nádega. ouvimos a porta ao lado a bater. será ele?
saimos e lavamos as mãos demoradamente. esperamos. a porta abre. é ele. sorrimos, cúmplices. olha-nos surpreso, uma interrogação a formar-se na expressão dele. retomamos o beijo interrompido, sob o seu olhar incrédulo, fixo sobre nós. ela encosta-me na parede. sobe o vestido, sobe a mão pelas minhas coxas, passa os dedos nas ligas lentamente. liberto as mamas dela, mamilos duros que aperto nas minhas mãos e não resisto lamber, prendê-los na minha boca. olho-o em convite. como podes resistir?? a hesitação é breve. ele aproxima-se, encosta o corpo dele no meu com convicção, atravessa as costas com a mão até acariciar as minhas nádegas enquanto me aperta as mamas com a outra mão. encostada na parede, entre dois corpos, sou a vossa puta, usem-me, abusem de mim. as mãos de ambos encontram-se, exploram cada recanto escaldante do meu sexo tão molhado, latejante. quatro mãos sobre o meu corpo, abandono-me, olhos semi-cerrados, deliro. quero mais!
subitamente entra um estranho nesse espaço que tomámos como nosso. esquecemos todas as pessoas que conversam ali tão perto dos nossos corpos, já do outro lado da parede, alheios às três pessoas que se exploram cheias de tesão. o estranho estaca, escandalizado com o cenário com que se depara e rapidamente se esconde na casa de banho. ela sorri, beija-me e afasta-se. fico eu e ele. e o desejo que nos alucina nesse vicio, nesse olhar vidrado. enquanto lhe beijo avidamente o pescoço, passo a mão sobre as calças, sinto aquele caralho quente, tão duro, desejoso de me penetrar. quero-o já! nas minhas mãos, no meu sexo, na minha boca, nas minhas nádegas, nas minhas mamas, em todo o lado ao mesmo tempo! quero-o todo!
o estranho abre a porta da casa de banho, hesitante, e sai apressado, nem pára para lavar as mãos. alguém nos chama lá fora, sobressaltado ou impaciente. algo se passou ou alguém se apercebeu das nossas aventuras. trocamos um olhar e recompomo-nos, beijamo-nos rapidamente e saimos.
o grupo já está a dispersar rumo ao próximo destino. acabo por lhe dar boleia. tranco-o no meu carro. sorriso provocador. acaricia a minha coxa, sobre as meias, até alcançar as minhas cuequinhas reduzidas. encosto o carro. afasto as pernas e o fino tecido molhado que me cobre. ele vê o quanto estou excitada, húmida, a desejar uma boa foda. toco-me sob o olhar fixo dele. dedos hábeis, rapidamente liberto o meu prazer, sem deixar de o olhar enquanto me venho entre gemidos, olhos semi-cerrados, ofegante. ele agarra a minha mão com força, enfia os dedos na boca e devora lentamente, demoradamente, saboreando cada recanto, extasiado. abre os olhos. beijamo-nos profundamente. adoro sentir o meu sabor, o meu cheiro na boca dele, na lingua dele, no corpo dele. olha-me fixamente, sorriso demoníaco e diz: és muito mulher!!
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